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COZINHA HUMANITÁRIA E O CENÁRIO DA FOME QUE VOLTA A ASSOMBRAR A POPULAÇÃO BAIANA NO PÓS-PANDEMIA



Ilhéus-BA, 15 de setembro de 2022


Um cenário que surge após os impactos da pandemia da Covid-19, a fome, ressurge como uma ameaça à população brasileira, especialmente na Bahia, que se destaca negativamente como o quinto estado com a maior quantidade de habitantes em situação de Insegurança Alimentar (IA), atingindo 62,6% da população local, totalizando 9,38 milhões de pessoas.


Os dados alarmantes foram revelados pelo levantamento "Olhe para a Fome" e divulgados na imprensa. Mais de 1,7 milhão de baianos, equivalentes a 11,4%, encontram-se em situação de fome extrema, sem garantia de nenhuma refeição diária. A categoria de Insegurança Alimentar Moderada inclui 2,25 milhões de habitantes, representando 15% da população.


A realidade alimentar na Bahia destaca que apenas 37,4% da população, ou cerca de 5,6 milhões de habitantes, possuem acesso pleno à alimentação, categorizados como em Segurança Alimentar (SA).


A situação é ainda mais preocupante quando se observa a situação das crianças abaixo dos 10 anos, onde 44,7% enfrentam dificuldades diárias para se alimentar, classificadas em IA Grave ou Moderada. Apenas 29,3% têm acesso irrestrito à alimentação.


No cenário dos adultos, os trabalhadores informais ou desempregados são os mais afetados, com 42,1% em situação de insegurança alimentar grave ou moderada. Por outro lado, entre os trabalhadores formais, a incidência cai significativamente para 11,5%.


A Bahia, mesmo apresentando seu menor índice de desemprego desde 2015, liderou a taxa de desemprego no primeiro semestre de 2022, atingindo 15,5%. Com 53,1% da população ocupada de forma informal, a realidade econômica contribui para a crise alimentar.



COZINHA HUMANITÁRIA

Sob a coordenação de Jack Meira, jornalista e liderança comunitária em Ilhéus, com este cenário preocupante surgiu a iniciativa voluntária da Cozinha Solidária, percebendo a situação que se encontrava na cidade de Ilhéus, atendendo as pessoas em situação de rua, assim como comunidades carentes e vítimas de enchentes e desastres naturais na região.


Com um propósito fundamental de combate a fome e a desnutrição, bem como da assistência no combate a insegurança alimentar, que intensificaram a vulnerabilidade das pessoas durante este período, em pesquisa realizada em todo o estado, 33% dos habitantes sem instrução ou com menos de 8 anos de estudo enfrentam dificuldades alimentares, enquanto a incidência cai para 21,4% entre aqueles com mais de 8 anos de formação acadêmica, nos últimos sete anos, o governo do estado reduziu os investimentos em educação, registrando uma perda de R$ 3,197 bilhões desde 2014. Apenas 11,76% do orçamento estadual é destinado à educação.


Os resultados do levantamento "Olhe para a Fome" foram obtidos a partir da avaliação de 510 domicílios na Bahia, abrangendo áreas urbanas e rurais. A coleta de dados ocorreu entre novembro de 2021 e abril de 2022, evidenciando desigualdades sociais e de acesso aos alimentos.


A situação nacional também preocupa, com 125,2 milhões de brasileiros em situação de insegurança alimentar, dos quais 33 milhões enfrentam a fome. Em 2020, havia 116,8 milhões de brasileiros com algum grau de insegurança alimentar.


A Bahia se destaca entre os estados com maior incidência de Insegurança Alimentar, ficando atrás de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.


COLABORE VOCÊ TAMBÉM

Para aqueles que desejam colaborar com a Cozinha Solidária e contribuir para a causa, a voluntária Sandra disponibiliza a opção de doações através do Pix, utilizando a chave: 15235706000100. Cada doação, representa um passo significativo na construção de uma comunidade mais solidária e justa.


Jack Meira, coordenadora das Cozinhas Humanitárias, reforça o convite à comunidade para se unir a essa corrente de solidariedade, lembrando que juntos, podemos fazer a diferença na vida daqueles que mais precisam.


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