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MINERAÇÃO NA SERRA DA CHAPADINHA PODE AMEAÇAR ABASTECIMENTO DE ÁGUA PARA SALVADOR E REGIÃO


Serra da Chapadinha| FOTO: Divulgação


Moradores de Itaetê na Bahia, relataram que uma empresa de mineração de ferro pode estar ameaçando a biodiversidade da Serra da Chapadinha. A região é de extrema importância para o meio ambiente, é uma região na mata atlântica e uma das áreas mais importantes de recarga de água do estado, com nascentes e alimenta o rio Una, um afluente do rio Paraguaçu que é responsável pelo abastecimento de mais de 60% da Região Metropolitana de Salvador e um dos mais importantes santuários de fauna e flora do Estado da Bahia. Os impactos poderiam ir desde o desmatamento e aterramento de brejos de altitude, a recarga hídrica da região, a biodiversidade com a presença de vários animais endêmicos e em riscos de extinção.


Em nota para o Jornal da Chapada os moradores relataram que:

“empresa já fez aberturas de vias, desmatamento e sondagens e verificou o teor de ferro elevado justificando a implantação. Essa empresa recebeu um alvará de pesquisa da ANM que permite a retirada legalmente de mais de 300 mil toneladas de ferro ao ano, enquanto solicitam a lavra definitiva, procedimento normal de todas as empresas de extração”

O Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) foi contatado e realizou uma inspeção na área da Serra da Chapadinha no último dia 20 junto com a Companhia independente de Polícia de Proteção Ambiental (Cippa) de Lençóis e interditou temporariamente as ações realizadas no local, de acordo com o Inema, apenas atividades de pesquisa mineral estavam sendo realizadas na área da propriedade e nenhuma evidência de desmatamento foi observada. Porém os moradores afirmam que a interdição do Inema foi feita apenas em um quadrante da região e que outros três ainda estão faltando.


Área de sondagem ao lado de um corpo d'água | FOTO: Jornal da Chapada


A mineração pode afetar o abastecimento de água e a biodiversidade da região, com extração de metais, desmatamento e impactar comunidades locais compostas por nove assentamentos e três quilombos, que dependem da agricultura familiar e do turismo comunitário.


O movimento da comunidade local agitou as redes sociais e gerou uma petição para expor publicamente a preocupação e propor a construção de diálogos para solucionar qualquer ameaça a biodiversidade local, como a proposta de criação de uma Unidade de Conservação de domínio público e privado, com um plano de manejo e zona de amortecimento que seriam antes capazes de manter as ameaças de atividades mineradoras distantes do território, preservando a zona de recarga hídrica e os variados serviços ecossistêmicos prestados pela biodiversidade, a petição até este momento já chegou a 10 mil assinaturas.


Desde o dia 11 de abril que moradores da região estão atrás de respostas sobre as intenções e as ações que já estão sendo realizadas na região, se trata-se de uma pesquisa com autorização ou que este é apenas um pretexto para uma real exploração mineral na região, cabendo neste momento que as autoridades investiguem o caso e tomem medidas reais para proteger o meio ambiente e as comunidades locais.


Denuncias podem ser realizadas ao Inema pelo número 0800 071 1400 e por e-mail denuncia@inema.ba.gov.br

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